Pagamento de R$ 330 termina em tragédia: jovem morre após salto sem segurança

 


Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, pagou R$ 330 para participar de um salto de rope jump que terminou em tragédia no interior de São Paulo. O valor incluiu R$ 180 pela atividade e R$ 150 pela gravação em câmera de 360 graus, equipamento que poderia ajudar a esclarecer o que aconteceu, mas que ainda não foi localizado pelas autoridades.


Formada em Educação Física, moradora de Jandira e funcionária de uma academia, a jovem morreu após ser lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar presa às cordas de segurança. O acidente ocorreu na Ponte do Esqueleto, em Limeira. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio com dolo eventual.

De acordo com as investigações, Maria Eduarda participava da modalidade conhecida como “aviãozinho”, em que o praticante é conduzido por instrutores até a plataforma antes da queda controlada. Imagens registradas no local mostram que ela foi carregada por três integrantes da equipe, mas acabou sendo lançada sem estar conectada ao equipamento de segurança.

Apesar da gravidade da queda, a jovem ainda apresentava sinais vitais quando foi encontrada. A enfermeira Rayza Dias, que participou do atendimento, relatou que enfrentou dificuldades para chegar até a vítima devido ao terreno íngreme.


“Vi que ela estava com uma respiração ofegante. Olhei a pupila dela, que infelizmente estava dilatada. Vi pulsação, estava bem fraca, mas ela ainda tinha pulsação”, afirmou à TV Record.

A profissional contou ainda que conseguiu conversar com Maria Eduarda durante os primeiros socorros. “Ainda conversei com ela. Falei: ‘Duda, ninguém morre no meu plantão’”, relatou.


As investigações levaram à prisão de Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra, apontados como responsáveis pela operação dos saltos. A prisão em flagrante dos três foi convertida em preventiva.

Em depoimento, dois dos investigados afirmaram ter sofrido um “apagão” durante os procedimentos preparatórios e disseram não conseguir explicar como deixaram de prender as cordas de segurança na vítima.

Segundo a delegada responsável pelo caso, não havia uma empresa formalmente constituída por trás da atividade. Os organizadores atuariam de forma autônoma e utilizavam perfis em redes sociais para divulgar os saltos. Após a repercussão do caso, as páginas foram retiradas do ar.

A defesa sustenta que os três possuem experiência em esportes de aventura e afirma que esta foi a primeira morte registrada em suas trajetórias profissionais.

Nas redes sociais, a mãe da jovem, Valdenia Rodrigues, publicou mensagens de despedida. “Minha filha amada, só hoje eu quis te abraçar mais de mil vezes. Como está me doendo sua partida. Te amo eternamente, minha princesa”, escreveu.

Pouco antes do salto, Maria Eduarda compartilhou uma foto diante de placas que alertavam sobre o risco de morte na Ponte do Esqueleto. Em tom de brincadeira, publicou a frase: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.





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