Segurança Pública no Brasil Entra no Radar dos EUA Após Cobrança de Trump


Com base em relatórios do dia 17 de abril de 2026, o governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, intensificou a pressão sobre o Brasil para um endurecimento no combate ao crime organizado, especificamente mirando o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

O Departamento de Estado dos Estados Unidos desde o mês de março diz que o governo americano vê as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como ameaças de alcance regional.

A informação consta de uma nota publicada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pela BBC News Brasil.

A declaração acontece após o portal UOL ter publicado reportagem no UOL sobre a intenção do governo de Donald Trump de classificar as duas facções brasileiras como organizações terroristas.

"Os Estados Unidos veem as organizações criminosas brasileiras, inclusive o PCC e o CV, como ameaças significativas à segurança regional em função do seu envolvimento com o tráfico de drogas, violência e crime transnacional", diz um trecho da nota.

Sobre a possibilidade de classificá-las como organizações terroristas, a nota diz que o governo americano não faz previsões sobre "potenciais designações terroristas ou deliberações relativas a designações terroristas" e que o país estaria "totalmente empenhado em tomar medidas adequadas contra grupos estrangeiros envolvidos em atividades terroristas".

Diplomatas e integrantes do governo Lula ouvidos reservadamente pela BBC News Brasil avaliam que uma medida desse tipo não seria tecnicamente correta, uma vez que não haveria indícios de que as duas facções pratiquem terrorismo sob a lei brasileira.

Nos bastidores, o temor é que a classificação das facções como organizações terroristas seja usada para justificar ações, inclusive militares, na região, a exemplo dos bombardeios a barcos na Costa de países como Colômbia e Venezuela sob o pretexto de combater o narcotráfico.

Uma fonte ouvida pela BBC News Brasil em caráter reservado afirmou que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre o tema.

Procurado, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil não comentou o assunto. O episódio ocorre em um momento delicado da relação bilateral.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a política do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, em relação a Irã, Cuba e Venezuela, destacando que o mundo não dá o direito à Casa Branca de ameaçar os países com os quais não concorda.

“O Trump não tem o direito de acordar de manhã e achar que pode ameaçar um país. Não tem direito. Ele não foi eleito para isso. O mundo não lhe dá direito disso. A Constituição americana não garante isso. E muito menos a carta da ONU [Nações Unidas]”, afirmou Lula.

Na semana passada, Trump ameaçou cometer um crime de genocídio contra o Irã, caso o país não aceitasse os termos dos EUA para o fim da guerra no Oriente Médio.

O comentário do presidente Lula foi feito em entrevista exclusiva ao jornal espanhol El País, publicada nesta quinta-feira (16). O presidente brasileiro ainda comentou as ameaças e intervenções de Trump em Cuba e na Venezuela.



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