O ex-diretor do Banco Central do Brasil, Paulo Sérgio Neves de Souza, passou a ser alvo de investigações que apuram suspeitas de manipulação de informações relacionadas ao Banco Master.
De acordo com as apurações, o ex-dirigente, que atuou na área de fiscalização entre 2017 e 2023, teria apresentado dados incompletos ou distorcidos dentro da própria instituição, com o objetivo de reduzir a percepção de risco sobre o banco e evitar questionamentos mais rigorosos.
As investigações também indicam que ele pode ter mantido uma relação informal com o empresário Daniel Vorcaro, possivelmente prestando consultoria em troca de vantagens indevidas — hipótese que ainda está sob análise.
O caso é conduzido pela Polícia Federal e também gerou apurações internas no Banco Central. Entre os pontos investigados estão o possível repasse de informações estratégicas, interferência em avaliações técnicas e irregularidades em operações de crédito ligadas ao banco.
Órgãos de controle já vinham acompanhando movimentações da instituição financeira, o que reforçou a necessidade de aprofundamento das investigações.
Por meio de sua defesa, Paulo Sérgio nega qualquer irregularidade. Ele afirma que não houve manipulação de dados e que sua atuação nunca foi alvo de questionamentos formais enquanto ocupava o cargo.
O desdobramento do caso pode levar à abertura de processo administrativo disciplinar, além de possíveis medidas judiciais, conforme o avanço das investigações.


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