Vera Lúcia de Jesus Santos, de 43 anos, morreu na madrugada deste sábado (25), após permanecer internada por 17 dias no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador. Ela lutava pela vida desde o dia 8 de julho, quando foi atacada com ácido em Santo Antônio de Jesus. A vítima não resistiu à gravidade das queimaduras provocadas pela substância corrosiva.
Segundo informações da Polícia Civil, Vera Lúcia havia registrado uma ocorrência contra o ex-companheiro, Geovane Ferreira Santos, de 36 anos. Conforme as investigações, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e descumpria uma medida protetiva que havia sido concedida para garantir a segurança da vítima.
Após sair da Delegacia Territorial de Santo Antônio de Jesus, Vera Lúcia foi seguida pelo ex-companheiro até a região do bairro Amparo, às margens da BR-101. No local, o homem teria retirado um líquido corrosivo de um recipiente e arremessado contra ela, atingindo principalmente o rosto, o tórax e as costas.
Mesmo com ferimentos graves, Vera Lúcia conseguiu correr em busca de ajuda e entrou em uma oficina mecânica próxima, onde recebeu os primeiros atendimentos até a chegada de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Inicialmente, ela foi levada ao Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus e, devido à gravidade do quadro clínico, transferida para o HGE, em Salvador.
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Logo após a agressão, o suspeito foi imobilizado por pessoas que estavam no local e entregue à Polícia Militar. Depois de receber atendimento médico, ele foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio. Em audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.
Com a morte de Vera Lúcia, a investigação deverá passar por uma reclassificação jurídica. A expectativa é que o procedimento deixe de tratar o caso como tentativa de feminicídio e passe a apurar o crime como feminicídio consumado. O caso continua sendo investigado pela Delegacia Territorial de Santo Antônio de Jesus.


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