O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na Bahia decidiu não se manifestar favoravelmente à concessão da Licença de Instalação da ponte Salvador–Itaparica, conforme o Parecer Técnico nº 22/2026, publicado em 26 de janeiro. O órgão avaliou que o relatório apresentado pelo consórcio responsável pelo empreendimento é insuficiente para garantir a proteção do patrimônio cultural imaterial e das comunidades tradicionais afetadas.
Entre os bens culturais potencialmente afetados estão manifestações como samba de roda, capoeira, ofício das baianas de acarajé, Feira de São Joaquim, Festa do Bonfim e os saveiros da Baía de Todos os Santos. O instituto destaca que os impactos vão além da área física da obra, atingindo a dinâmica urbana, a mobilidade regional, o turismo e o uso do território.
Em nota, a Secretaria Extraordinária da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica (SVPonte) informou que o parecer resultou em notificação à concessionária, que já estaria adotando providências para atender às exigências. O governo afirma acompanhar todas as etapas do licenciamento.
O projeto também é alvo de acompanhamento do MPF e do MP-BA, que apuram possíveis impactos ambientais, urbanísticos, históricos e culturais, além de preocupações geotécnicas e sismológicas na região onde a ponte será implantada.


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